Eu já vi que vais mudar de vida! (...)
P'ra mim não muda nada com tua saída
Posso te perder mas tu não perdes teu lugar
Eu vou deixar tudo como estava
Minhas emoções ficam iguais
Se o sonho que persegues
Um dia der em nada
E se precisares daquela amiga ou muito mais
Sabes onde eu estou
Se quiseres voltar
Seja por amor ou mesmo apenas pra chorar,
Sabes onde eu estou
E o que sou pra ti
Seja pelo que for que tu regresses para mim
Estou sempre aqui.
Vejo que estás mesmo de partida (...)
Mas se acordares sozinho ou arrependido
E se precisares daquela amiga ou muito mais.
Toda a vida vou ficar
Tu podes mesmo não voltar
Mas eu nunca me vou
Tu sabes onde eu estou.
30 de dezembro de 2010
A minha paixão
A fotografia é a poesia da imobiliade: é através da fotografia que os instantes se deixam ver tal como são.
Foto: Patrícia Carmo
Foto: Patrícia Carmo
27 de dezembro de 2010
Ele e ela são para sempre.
Ela estava nervosa, queria estar bonita, para o receber da melhor maneira. Maneira essa, que ela sabia que ele merecia. Fez-lhe o seu prato favorito, meteu a mesa, arranjou minimamente o cabelo, e foi abrir a porta. Os olhos dele estavam radiantes, a noite era só deles, e ele sabia o quão ela se esforçava para o agradar, e sabia que aquela noite não ia ser excepção.
Assim que a viu, beijo-a apaixonadamente, como quem não precisa de mais nada. Ela sentiu que ele estava a gostar, e queria tanto estar ali como ela. Jantaram calmamente, sempre a brincar, e a trocar olhares, que só eles entendem. Foram para a sala ver televisão, e ele começou a dar ares de quem não queria passar o resto da noite a ver tv, ainda que a companhia fosse boa. Ela, ao contrário dele, sabia que não iam ficar por ali. Beijou-o, e vendou-lhe os olhos. Ele odeia surpresas, mas as dela, ele até conseguia resistir. Ao lado da cama, ela acendeu uma vela, e no corpo só deixou o mais leve. Começou a despi-lo, ao mesmo tempo que as suas pulsações aumentavam, sem saber o que fazer, onde estava, e em que situação ia ficar. Ela segredou-lhe que o amava, e que o queria naquele momento, e para sempre. Ele mordeu o lábio, queria ver o que estava a acontecer. Ela continuou a beija-lo, percorrendo todo o corpo que ja estava despido. A respiração dele aumentava de segundo para segundo, e ela ria, porque sabia que ele nao sonhava sequer com o que o esperava. Ele decidiu tocar-lhe, e quando sentio o tecido do que ela tinha vestido, tirou a venda, olhou para ela com um sorriso cheio de desejo, e quis ser ele a comandar.
Pediu-lhe que o beijasse como ele gosta, pediu uma, duas, e muitas mais vezes.
Quando ele fechou a porta e soprou a vela até a apagar, ambos se amaram a noite inteira.A noite inteira, e o resto da vida. Mas...
Quando ela acordou, estava sozinha. Podia ter calculado, que ele nao voltava mais, mas ela sabia que aquilo que tinha acontecido, era mais uma das tantas provas, que entre eles o amor jamais acabará. Levantou-se calmamente, tomou um banho, vestiu-se, e fez a vida dela.
Mas aquilo que eles eram, é para sempre.
24 de dezembro de 2010
As tuas armas já não me ferem.
Já não mereces nenhuma palavra, nem nenhum gesto bom da minha parte, mas eu continuo a ter-te guardado em mim. Ainda que me faça de forte, e faça de conta q estás guardado no lado frio do meu coração porque é lá que mereces estar.
Ontem consegui, dizer ao culpado da nossa ultima zanga, que tu e ele me destruiram muitas coisas. Coisas essas sem as quais eu achei que já nao me era. Também lhe disse que foram voces que me tornaram fria, mas que ainda assim, ainda bem que aconteceu, porque nem um nem outro me faz mais mal.
Eu percebi finalmente que tu não vales a pena, aliás eu nunca devia ter-te procurado. Tu não vales nenhum esforço, e estás a provar-me isso todos os dias. Porque tu simplesmente nem sequer sabes se estou viva. Foram tudo mentiras, se calhar nem tu existes mesmo. Para além de seres um mentiroso, vives envolvido numa felicidade que achas que ninguém é capaz de destruir, muito menos eu, que apesar de ser quem sou, não conto em nada pra tua felicidade. Acho que se a minha vida acaba-se amanha, tu eras o ultimo a querer saber. Quando na realidade devias ser o primeiro.
Mas tu, com essa tua postura, crias-te um bicho em mim que nem sequer quer saber dessa tua indiferença. Um bicho que te odeia, e que não te quer bem nenhum. Um bicho que não quer sequer ver-te uma ultima vez. Tu não prestas, e um dia a vida vai encarregar-se de te retribuir tudo aquilo que tu não me soubeste dar. Porque a justiça tarda mas não falha, e pessoas como tu nunca acabam bem, e na maioria das vezes acabam sozinhas. É sozinho que tu mereces estar.
Não me arrependo de ter tido a oportunidade de te dizer tudo o que esperei pra te dizer durante 17 anos, e aliás, eu disse-te isso; valesse ou nao a pena, eu não me ia arrepender. Estava nas tuas mãos valer a pena, e tu simplesmente achaste que já me tinhas, como se tem um troféu; que nos faz feliz quando o recebemos, mas que quando chegamos a casa deixamos na prateleira a apanhar a pó, e o unico uso q lhe damos, é mostra-lo ás pessoas, mas só pra dizer que o temos. Estavas mesmo enganado. Tu é que viraste o meu troféu, e nem direito a estares no prateleira tu tens. Estás num caixão, morto e enterrado. Agora só o teu nome pertence ao meu documento de identificação, e mesmo isso, se pudesse, eu apagava. Porque quando eu achei que não era capaz, esqueci-te.
Por isso, façam o que fizerem, tentem as vezes que tentarem, usem aquilo que usarem, já nada do que voces possam tentar fazer-me me vai ferir. Eu sei que valho muito mais que tu, e que tu so serviste mesmo pra me por neste mundo.
Ontem consegui, dizer ao culpado da nossa ultima zanga, que tu e ele me destruiram muitas coisas. Coisas essas sem as quais eu achei que já nao me era. Também lhe disse que foram voces que me tornaram fria, mas que ainda assim, ainda bem que aconteceu, porque nem um nem outro me faz mais mal.
Eu percebi finalmente que tu não vales a pena, aliás eu nunca devia ter-te procurado. Tu não vales nenhum esforço, e estás a provar-me isso todos os dias. Porque tu simplesmente nem sequer sabes se estou viva. Foram tudo mentiras, se calhar nem tu existes mesmo. Para além de seres um mentiroso, vives envolvido numa felicidade que achas que ninguém é capaz de destruir, muito menos eu, que apesar de ser quem sou, não conto em nada pra tua felicidade. Acho que se a minha vida acaba-se amanha, tu eras o ultimo a querer saber. Quando na realidade devias ser o primeiro.
Mas tu, com essa tua postura, crias-te um bicho em mim que nem sequer quer saber dessa tua indiferença. Um bicho que te odeia, e que não te quer bem nenhum. Um bicho que não quer sequer ver-te uma ultima vez. Tu não prestas, e um dia a vida vai encarregar-se de te retribuir tudo aquilo que tu não me soubeste dar. Porque a justiça tarda mas não falha, e pessoas como tu nunca acabam bem, e na maioria das vezes acabam sozinhas. É sozinho que tu mereces estar.
Não me arrependo de ter tido a oportunidade de te dizer tudo o que esperei pra te dizer durante 17 anos, e aliás, eu disse-te isso; valesse ou nao a pena, eu não me ia arrepender. Estava nas tuas mãos valer a pena, e tu simplesmente achaste que já me tinhas, como se tem um troféu; que nos faz feliz quando o recebemos, mas que quando chegamos a casa deixamos na prateleira a apanhar a pó, e o unico uso q lhe damos, é mostra-lo ás pessoas, mas só pra dizer que o temos. Estavas mesmo enganado. Tu é que viraste o meu troféu, e nem direito a estares no prateleira tu tens. Estás num caixão, morto e enterrado. Agora só o teu nome pertence ao meu documento de identificação, e mesmo isso, se pudesse, eu apagava. Porque quando eu achei que não era capaz, esqueci-te.
Por isso, façam o que fizerem, tentem as vezes que tentarem, usem aquilo que usarem, já nada do que voces possam tentar fazer-me me vai ferir. Eu sei que valho muito mais que tu, e que tu so serviste mesmo pra me por neste mundo.
23 de dezembro de 2010
Não mudou, nem vai mudar.
Ainda que continues tão longe, ainda que já não me queiras, ainda que faças de conta ou estejas mesmo feliz, ainda que não te despessas, eu amo-te, e continuarei fiel a este amor o tempo que for preciso, o tempo que a minha cabeça e o meu coração quiserem. Eu não quero mais ninguém, mesmo que toda gente se tente aproximar.
Não quero outro olhar, outra boca, outro sabor, outro cheiro e outro toque... só te quero a ti. E apesar de já não sentir que também me queres a mim, sei que o que sinto, não muda, quer eu queira, quer não. Eu também ainda nem tentei... mas só porque (ainda) é suficientemente doloroso ter que te deixar ir, ter que te deixar não querer, ter que te ver feliz (sem mim).
Podes continuar convencido de que isto me passa, e se calhar para ti tem sido facil passar, mas eu acredito que quando é a sério nada se vai para sempre, e é a mim mesma que estou a provar isso: o meu amor por ti é demasiado real. Quando falas junto a mim, com o teu olhar fixo no meu, a minha boca só quer a tua, e eu nem oiço o que me estás a dizer. Quando falas longe de mim, com o teu olhar a ignorar completamente o meu, o meu corpo tenta a todo o custo concentrar-se em alguma coisa para tentar não te ouvir.
Eu quero estar ao pé de ti, mas não te quero assim. Eu consigo sair á rua com vontade de te esquecer, e sentar-me num lugar com indiferença por não te ver, mas eu sei que não é isso que eu quero.
O que eu quero mesmo, nem eu sei. Porque o que eu quero já não tenho, e talvez fosse melhor começar a querer outras coisas... mas isso é o que eu não quero.
Não quero outro olhar, outra boca, outro sabor, outro cheiro e outro toque... só te quero a ti. E apesar de já não sentir que também me queres a mim, sei que o que sinto, não muda, quer eu queira, quer não. Eu também ainda nem tentei... mas só porque (ainda) é suficientemente doloroso ter que te deixar ir, ter que te deixar não querer, ter que te ver feliz (sem mim).
Podes continuar convencido de que isto me passa, e se calhar para ti tem sido facil passar, mas eu acredito que quando é a sério nada se vai para sempre, e é a mim mesma que estou a provar isso: o meu amor por ti é demasiado real. Quando falas junto a mim, com o teu olhar fixo no meu, a minha boca só quer a tua, e eu nem oiço o que me estás a dizer. Quando falas longe de mim, com o teu olhar a ignorar completamente o meu, o meu corpo tenta a todo o custo concentrar-se em alguma coisa para tentar não te ouvir.
Eu quero estar ao pé de ti, mas não te quero assim. Eu consigo sair á rua com vontade de te esquecer, e sentar-me num lugar com indiferença por não te ver, mas eu sei que não é isso que eu quero.
O que eu quero mesmo, nem eu sei. Porque o que eu quero já não tenho, e talvez fosse melhor começar a querer outras coisas... mas isso é o que eu não quero.
19 de dezembro de 2010
Envelhecer ao vosso lado
" Sempre estiveram a meu lado, de noite e de dia, na dor e na alegria, nas horas de guerra e de paz. E nunca me abandoram com magoas e danos, por isso eu amo-vos, e quero amar-vos muito mais. Quero amar toda a vida e dar mais ainda que aquilo que dei, fazer-vos mais que realeza, pois se há quem mereça são voces e mais ninguem. Quero amar para sempre, de corpo e de mente, caida aos vossos pés. Envelhecer a vosso lado, dizer obrigado pelos amigos que são. Sempre lutaram comigo e em cada batalha, com amor na alma, voces foram guerreiros por mim. E ainda tem a chama dos primeiros tempos, por isso vos amo, e quero amar sem ter fim. (...)"
Tony Carreira - Envelhecer a teu lado, mas a minha versão.
E agora sem ti
Continuas a fazer-me falta. Nada tem o mesmo sabor sem ti. O frio que existe entre nós não consegue mudar nada do que eu estou a sentir.
Aos poucos as coisas pequenas e mais insignificantes, já não me vão lembrando de ti, mas as grandes perduram 24h por dia. E o que mudou por fora, ainda não mudou por dentro.
Mas o “ainda” magoa-me tanto. Significa que depois do ainda eu vou ter mesmo que te tirar da minha vida, isso significa o fim, e eu não quero o fim de nada.
Pediste-me para sermos amigos, mas nunca te vi seres tão frio com amiga nenhuma. Eu também devia ser assim, tocar-te com um sentimento de obrigação, e negar-me olhar para ti. Devia fazer de conta que tu não estás, e ir embora sem te dizer que vou. Partilhar a minha vida com outras pessoas, e rir até mais não, mesmo que essa não seja a minha vontade. Mas foi por isso que acabaste, os teus ideais não são os meus. “Não desistas”, talvez quando todas as vozes a minha volta se calarem eu entenda que foi uma ida sem volta. Apesar de já ter desistido, ainda respiro as memórias boas e más, ainda vivo, mas só para te poder ver, ainda sonho contigo, ainda não passo um dia sem dizer o teu nome, sem pensar em ti; e até posso passar um dia espectacular, que quando me deito, tu deitaste a meu lado, e eu fico, até adormecer, a olhar para nós.
Eu só desisti de mim, estou a deixar-te viver a tua vida porque é assim que tem que ser.
Talvez um dia me perguntes porque contínuo aqui… é aqui que eu pertenço, foi aqui que eu me senti melhor e mais feliz, é aqui que eu sobrevivo, e se eu não ficasse, não te tinha de maneira nenhuma. Assim, posso ir olhando para a tua vida (sem mim), posso ver-te sorrir (ainda que não seja por minha causa), posso ver-te crescer, posso ver-te vencer. E mesmo que não te possa ter, tu tens-me.
Aos poucos as coisas pequenas e mais insignificantes, já não me vão lembrando de ti, mas as grandes perduram 24h por dia. E o que mudou por fora, ainda não mudou por dentro.
Mas o “ainda” magoa-me tanto. Significa que depois do ainda eu vou ter mesmo que te tirar da minha vida, isso significa o fim, e eu não quero o fim de nada.
Pediste-me para sermos amigos, mas nunca te vi seres tão frio com amiga nenhuma. Eu também devia ser assim, tocar-te com um sentimento de obrigação, e negar-me olhar para ti. Devia fazer de conta que tu não estás, e ir embora sem te dizer que vou. Partilhar a minha vida com outras pessoas, e rir até mais não, mesmo que essa não seja a minha vontade. Mas foi por isso que acabaste, os teus ideais não são os meus. “Não desistas”, talvez quando todas as vozes a minha volta se calarem eu entenda que foi uma ida sem volta. Apesar de já ter desistido, ainda respiro as memórias boas e más, ainda vivo, mas só para te poder ver, ainda sonho contigo, ainda não passo um dia sem dizer o teu nome, sem pensar em ti; e até posso passar um dia espectacular, que quando me deito, tu deitaste a meu lado, e eu fico, até adormecer, a olhar para nós.
Eu só desisti de mim, estou a deixar-te viver a tua vida porque é assim que tem que ser.
Talvez um dia me perguntes porque contínuo aqui… é aqui que eu pertenço, foi aqui que eu me senti melhor e mais feliz, é aqui que eu sobrevivo, e se eu não ficasse, não te tinha de maneira nenhuma. Assim, posso ir olhando para a tua vida (sem mim), posso ver-te sorrir (ainda que não seja por minha causa), posso ver-te crescer, posso ver-te vencer. E mesmo que não te possa ter, tu tens-me.
14 de dezembro de 2010
13 de dezembro de 2010
Ás vezes
Ás vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Ás vezes, é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem a dizer, nao ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que nao restem duvidas e não duvidar numa daquilo que estamos a fazer.
E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo se oiça o coração a bater descontroladamente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar que ele obdeça, que se esqueça, apagar-lhe a memoria, o desejo, a saudade, a vontade.
Ás vezes, é preciso partir antes do tempo, dizer aquilo que mais se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma e prepara-la para um futuro incerto, acredtar que esse futuro é bom e afinal já está perto, apertar as mãos uma contra a outra e rezar a um deus qualquer que nos dê força e serenidade. Pensar que o tempo está a nosso favor, que a vontade de mudar é sempre mais forte, que o destino e as circustancias se encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação ténue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim.
Ás vezes, mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a duvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais facil, mais simples, mais leve, melhor.
Ás vezes, é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o ultimo comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memoria sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguem que guarde tudo num cofe e que a seguir esqueça o segredo.
Ás vezes, é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar nem participar, sair pela porta da frente sem a frechar, pedir silêncio paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar.
Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a unica companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser doutra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Ate se conformar e um dia então esquecer.
Margarida Rebelo Pinto, sempre.
11 de dezembro de 2010
8 de dezembro de 2010
Amo-te, mas
Quando realmente me aperceber da tua ausência, quando aquela esperança mínima - mas notável - que me diz que ainda estás cá comigo, morrer, o meu mundo vai ruir, porque, meu amor, enquanto esta gota (insignificante para ti) existir, tu existes, o teu olhar existe, o nosso amor e a força que nos une existe, nós existimos, e isso é indestrutível, e enquanto tiver energia suficiente para marcar esperança no meu corpo, eu vou lembrar-me de que sou inútil sem ti, sou um mero risco no universo, cuja existência não tem argumento, nem tem sentido. Vivemos tantos momentos juntos, agora ténues lembranças do que era ser feliz, porque eu fui feliz contigo, quando tu ainda me amavas e insistias em dizer que nunca me deixarias, porque serias nada sem mim.
Eu abdicaria de todas aquelas prendas que me ofereces-te quando estava em baixo, de todos aqueles carinhos (na altura honestos), daqueles olhares apaixonados que não me largavam quando estávamos com outras pessoas, como que só existíssemos nós dois, eu abdicaria de todas essas peças do puzzle que construíram o nosso amor, eu abdicaria delas só para que me amasses de novo, isso chegava para me fazer feliz. agora, tudo é diferente, finges que me amas à frente de outros para atenuar as suas duvidas, beijas-me cruelmente quando te exijo um sinal do que ainda sentes por mim é real (apesar de todo o meu ser insistir em dizer-me que isso é uma ilusão), insistes em chegar a casa bêbado e infestado com o cheiro a putas e tabaco, em discutir com o teu hálito nojento a cerveja, e em destruir a minha vida. Por isso, quando essa esperança morrer, eu deito-me no chão nu de madeira lisa e fria, e pouso a minha mão no peito: tento não sentir o bater do meu coração, tento convencer-me de que morri, paro a minha respiração, mas continuo a sentir o coração a pulsar, o sangue a correr-me nas veias, mas não te sinto a ti, e por isso, sei que morri… por ti.
P.S: O texto não é meu, nem sei de quem é, encontrei-o numa daquelas aplicações do Facebook, em q temos a oportunidade de "Consultar de novo"
Eu abdicaria de todas aquelas prendas que me ofereces-te quando estava em baixo, de todos aqueles carinhos (na altura honestos), daqueles olhares apaixonados que não me largavam quando estávamos com outras pessoas, como que só existíssemos nós dois, eu abdicaria de todas essas peças do puzzle que construíram o nosso amor, eu abdicaria delas só para que me amasses de novo, isso chegava para me fazer feliz. agora, tudo é diferente, finges que me amas à frente de outros para atenuar as suas duvidas, beijas-me cruelmente quando te exijo um sinal do que ainda sentes por mim é real (apesar de todo o meu ser insistir em dizer-me que isso é uma ilusão), insistes em chegar a casa bêbado e infestado com o cheiro a putas e tabaco, em discutir com o teu hálito nojento a cerveja, e em destruir a minha vida. Por isso, quando essa esperança morrer, eu deito-me no chão nu de madeira lisa e fria, e pouso a minha mão no peito: tento não sentir o bater do meu coração, tento convencer-me de que morri, paro a minha respiração, mas continuo a sentir o coração a pulsar, o sangue a correr-me nas veias, mas não te sinto a ti, e por isso, sei que morri… por ti.
P.S: O texto não é meu, nem sei de quem é, encontrei-o numa daquelas aplicações do Facebook, em q temos a oportunidade de "Consultar de novo"
6 de dezembro de 2010
Primeiro estranha-se, depois entranha-se.
Esta é a verdade. E eu ontem entendi isso. Desde de á um ano, que festejamos o dia cinco, e ontem não o fizemos, ou pelo menos não o fizemos um com o outro.
Ontem, alem da saudade que me obrigaste a sentir, percebi que o lugar vazio na mesa, não mais se ia preencher. O tempo parou, e á minha volta eu só conseguia ouvir gargalhadas, e conversas paralelas. Ao meu lado, estava o teu lugar, sem ti. Podias perfeitamente estar ali, educado como sempre, a dizeres ao meu ouvido que me amas, e a regalares os olhos cada vez que eu olhasse para ti. Porque eu estava sempre a queixar-me que me deixavas sem jeito, mas adorava, sentia-me muito mais eu.
Até que o tempo volta andar e alguém me pergunta por ti – foi derradeiro.
Porque tu não estavas lá, e tão depressa não ias estar.
É muito difícil perder uma rotina. E hoje novamente, entendi isso. O teste mais importante, desde período, correu-me extremamente mal, e sabes porque? Quando eu estava a querer responder ao que é a integração economia, eras tu que estavas na minha cabeça. Tu e a tua ida (sem volta, ainda). Porque eu até estudei, e até sabia a matéria.
Também é muito difícil tornar-me amiga da solidão. E esta semana novamente, entendi isso. Porque eu estou rodeada de pessoas, mas é a solidão quem tem o tempo real para mim; é ela que me acorda, e é com ela que me deito.
Lidar com a saudade, talvez não se estranhe nem se entranhe, mas é igualmente difícil. Porque quando fecho os olhos só vejo a tua boca, e quando chego a casa só sinto o teu cheiro. Quando alguém me toca, seja na cara, ou seja no corpo, eu só desejo que fosses tu a faze-lo. Os abraços que me dão têm sido essenciais, mas os teus são vitais.
Aos poucos o que me era estranho á uma semana atrás, está a entranhar-se no meu corpo, como uma faca afiada, que eu não consigo tirar; ainda assim, tenho consciência, que enquanto tive força, fiz as tentativas possíveis de reaproximação. Agora nem força nem vontade, porque o sentimento não é mútuo, ou pelo menos tu consegues disfarçar melhor do que eu.
Ainda há alguém a minha volta que me diz todos os dias para eu não baixar os braços, mas a faca afiada mais tarde ou mais cedo vai corta-los também.
Parece que, acaba aqui o que não tinha fim.
Ontem, alem da saudade que me obrigaste a sentir, percebi que o lugar vazio na mesa, não mais se ia preencher. O tempo parou, e á minha volta eu só conseguia ouvir gargalhadas, e conversas paralelas. Ao meu lado, estava o teu lugar, sem ti. Podias perfeitamente estar ali, educado como sempre, a dizeres ao meu ouvido que me amas, e a regalares os olhos cada vez que eu olhasse para ti. Porque eu estava sempre a queixar-me que me deixavas sem jeito, mas adorava, sentia-me muito mais eu.
Até que o tempo volta andar e alguém me pergunta por ti – foi derradeiro.
Porque tu não estavas lá, e tão depressa não ias estar.
É muito difícil perder uma rotina. E hoje novamente, entendi isso. O teste mais importante, desde período, correu-me extremamente mal, e sabes porque? Quando eu estava a querer responder ao que é a integração economia, eras tu que estavas na minha cabeça. Tu e a tua ida (sem volta, ainda). Porque eu até estudei, e até sabia a matéria.
Também é muito difícil tornar-me amiga da solidão. E esta semana novamente, entendi isso. Porque eu estou rodeada de pessoas, mas é a solidão quem tem o tempo real para mim; é ela que me acorda, e é com ela que me deito.
Lidar com a saudade, talvez não se estranhe nem se entranhe, mas é igualmente difícil. Porque quando fecho os olhos só vejo a tua boca, e quando chego a casa só sinto o teu cheiro. Quando alguém me toca, seja na cara, ou seja no corpo, eu só desejo que fosses tu a faze-lo. Os abraços que me dão têm sido essenciais, mas os teus são vitais.
Aos poucos o que me era estranho á uma semana atrás, está a entranhar-se no meu corpo, como uma faca afiada, que eu não consigo tirar; ainda assim, tenho consciência, que enquanto tive força, fiz as tentativas possíveis de reaproximação. Agora nem força nem vontade, porque o sentimento não é mútuo, ou pelo menos tu consegues disfarçar melhor do que eu.
Ainda há alguém a minha volta que me diz todos os dias para eu não baixar os braços, mas a faca afiada mais tarde ou mais cedo vai corta-los também.
Parece que, acaba aqui o que não tinha fim.
4 de dezembro de 2010
Se pensas que não faz diferença, estás engandado.
"Queria te oferecer um cravo mas só trago uma rosa. Os meus dias têm sido contados de forma lenta e dolorosa, as ideias estão baralhadas de uma forma requintada. Tenho saudades de suaves toques numa noite divorciada.
Sinto que a minha própria liberdade é uma prisão, porque quando olho e tu não estás o dia parece em vão. Se pensas que não me faz diferença, estás enganado; cada linha nesta letra, sem ti não vale nada. Porque mais que inspiração e ternura, és alma que me acalma, e és a estrela que brilha na noite escura.
Como te conheço a ti, não conheço ninguém. Tornaste-te numa miragem e já consigo acreditar que a tua presença me deixa com o olhar a brilhar. Todo o calor recebido mais parece um vento frio, só de pensar no teu olhar o que sinto é um arrepio.Eu nunca disse adeus, mas já te vi partir, já te vi chorar, mas quero ver-te a sorrir.
É imenso o tempo que passou por mim, é intenso aquilo que contigo vivi. As cortinas são as grades e o meu quarto a prisão, o branco do tecto é prenuncia de solidão.
Eu não acredito em deus, mas acredito em ti, porque quando eu precisei não foi a ele q o ouvi. Foi sempre a tua voz que estava lá para mim, foste e és o motivo que me faz escrever assim.
Hoje tudo é diferente: sente. Mas nada mudou. Tu estás lá, eu estou cá, mas o sentimento ficou. A ânsia de uma mensagem ou um toque de madrugada: Tenho a agenda preenchida de encontros com a almofada.
Sinto um aperto no peito pela falta de coragem q me invade. E ao contrário do que parece, isto não é uma despedida, é só mais uma página do livro da minha vida. "
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