" Podes invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faças dormir. Não grites comigo, tenho o péssimo hábito de responder igual. Acordo pela amanhã com óptimo humor mas... deixa-me primeiro escovar os dentes. Toca muito em mim, principalmente no cabelo e mente sobre a minha (pouca) beleza matinal. Tenho vida própria, faz-me sentir saudades, conta coisas que me façam rir, mas não contes piadas nem sejas preconceituoso - não percas tempo cultivando coisas que não alimentam ninguém. Viaja antes de me conheceres, sofre antes de mim para me reconheceres como um porto. Eu saiu em conta, não vais gastar muito comigo. Acreditas nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeita quando eu choro, deixa-me sozinha, volta só quando eu chamar e, não me obedeças sempre que eu também gosto de ser contrariada - (então fica comigo quando eu decidir chora, está bem?). Sê mais forte que eu e menos altruísta. Não te vistas tão bem... gosto da camisa para fora das calças, gosto de braços, gosto de pernas, e dos teus lábios. Vou reparar e elogiar tudo em ti que estiver ao meu gosto: a tua boca, o teu cabelo, os pelos no peito e o joelho esfolado, as vezes vais ter mesmo que te esfolar, ainda que já estejas crescido. Lê, escolhe os teus próprios livros, relê-os. Odeia a vida doméstica e os ruídos da noite. Sê um pouco caseiro e um pouco da vida, não das boates que isso é coisa de gente triste. Não sejas escravo da televisão, nem a evites. Também não sejas meu escravo, nem meu filho, nem meu pai. Escolhe um papel pra ti que ainda não tenha sido preenchido e inventa outros muitas vezes.
Enlouquece-me uma vez por mês, mas faz de mim uma boa louca, uma louca que ache graça a tudo o que combine com loucura. Gosta de música e de sexo. Gosta de desporto. Não inventes que queres ter muitos filhos, ou que me queres apresentar à tua familia... isso a gente vê depois... se calhar...
Deixa-me conduzir o teu carro, o que tu adoras. Quero ver-te nervoso, inquieto, olha para outras mulheres, tem amigos e diz e faz muitos disparates com eles. Não me contes os teus segredos... faz-me massagens das costas. Fuma, bebe, chora, faz algumas asneiras. Arrisca. Rapta-me. Se nada disso funcionar... continua a viajar sem mim. "
um resto de tudo.
1 de outubro de 2013
19 de fevereiro de 2013
E aí? Vamos contar esta história quantas vezes e a quantas pessoas?
Ela gostava dele e ele magoou-a. Ele gostava dela e ela magoou-o.
E é por gostarmos de alguém que essa pessoa nos magoa. Se não gostássemos era sempre fácil descartar e esperar pela próxima. E se calhar quem não gosta vive melhor.
E tu que estás a ler isto sabes que é verdade. Por algum motivo e em algum momento ele ou ela magoaram-te. E sabes porque é que isso aconteceu? Porque tu acreditaste. Porque tu achavas-te suficiente. Porque esse/a inútil fez-te acreditar, levou-te ao cume do que há de melhor mas só para te ver cair. E tu já tinhas caído e sabias muito bem como seria se isso se repetisse. Mas não pensaste, não quiseste pensar. Querias ser feliz e ninguém de pode condenar por isso. É o que todos queremos. Mas somos tão estúpidos que a nossa felicidade depende dos outros e do que eles nos fizerem. Em algum momento pensaste ser feliz sem ele/ela? Em algum momento imaginaste que seria melhor? Tu conheceste como ninguém, és o teu melhor amigo, mas isso nunca te vai chegar. Toda gente precisa de um amigo e de um amor. Assim como a terra precisa da lua e do sol e da chuva. E eu tal como tu, e ela e ele, precisava disso e queria e tinha...
31 de janeiro de 2013
ah pois é
" O risco faz parte da vida, pensamos que controlamos tudo, e olha o que nos aconteceu. Cansei-me de te perguntar se era isto que querias, limitavas-te a responder que agora era assim e depois logo se via. Daqui a dez anos vais estar sentado na mesma poltrona a fumar os mesmos cigarros e a pensar no que queres da vida, sem conseguir tomar decisões nem fazer escolhas, a não ser que ela, a vida, as faça por ti. Não é esse o homem que quero ao meu lado. Alguém que se vai deixando ficar para trás sem tomar rédeas à vida, conformado e não inspirado, vencido e não convencido. Não, não é isto que quero para mim, mereço mais e melhor. Foi a tua incapacidade para arriscar que te transformou numa pessoa triste e desconfiada. As pessoas que se iludem, ainda que se enganem, são mais felizes. O cepticismo rouba-nos a alegria, seca-nos o coração e mata a imaginação. Sonhar é tão importante como comer, beber e dormir. (...)
Um dia, eu e tu morremos, das nossas vidas irão restar apenas a nossa imagem e as memórias que os outros guardarão de nós."
Margarida Rebelo Pinto,
In O amor é outra coisa
In O amor é outra coisa
19 de janeiro de 2013
"Tudo o que tu não foste, o nada que eu gosto de ti poderias ter sido.
Mas ainda vives dentro de mim, então diz-me como é isso possível?
És o único que desejava poder esquecer, o único que eu amo para não poder perdoar.
E apesar de partires o meu coração, és o único.
E apesar de existirem momentos em que te odeio, porque não os consigo apagar
Os momentos em que me magoaste e me fizeste chorar
E mesmo agora quando te odeio, custa-me dizer
Eu sei que vou lá estar, no fim do dia."
Beyonce - Broken Hearted Girl
Mas ainda vives dentro de mim, então diz-me como é isso possível?
És o único que desejava poder esquecer, o único que eu amo para não poder perdoar.
E apesar de partires o meu coração, és o único.
E apesar de existirem momentos em que te odeio, porque não os consigo apagar
Os momentos em que me magoaste e me fizeste chorar
E mesmo agora quando te odeio, custa-me dizer
Eu sei que vou lá estar, no fim do dia."
Beyonce - Broken Hearted Girl
7 de janeiro de 2013
Hei-de conseguir
Molho os pés na agua que viaja pelo mundo inteiro e que chega a mim fria, como este dia. O meu coração arrefeceu, e eu não sou mais eu. Quero que a agua me leve, me tire daqui, e não me peça para decidir como tanta gente faz. Quero sentir-me bem, mesmo que sozinha. Quero tudo mas não quero nada. Estou cansada, e a agua não me leva. O sol disse-me "até amanhã" e eu só queria mais um momento de paz, fechar os olhos, poder descansar. Ninguém me vê, ninguém entende. E o sol só volta amanhã...
27 de novembro de 2012
É sempre difícil escrever-te, pensar em ti e nas vagas memórias que apesar de velhas ainda guardo. Velhas porque podíamos ter até hoje muitas mais, não fosse a vida tirar-te do meu caminho, da tua casa, da nossa família. Não há palavras que me cheguem, gestos que me provem nem pessoas que me ensinem tudo aquilo que tu me ensinaste. Agora, consciente de como as coisas são, consigo viver com a tua ausência, nunca esquecendo que exististe e que além de me criares, fizeste de mim o que hoje sou. Ainda assim, este dia é-me sempre triste e frio. Ainda me oiço a chamar-te. Ainda me vejo com todos a olhar para mim à espera que a minha reacção ao ver-te não os fizesse quebrar a mascara de fortes que todos queriam parecer ser naquele momento. Foi talvez, não só o momento mais difícil da minha vida, como aquele que sei que nunca vou esquecer. Não é que essa seja a imagem que guardo de ti, mas foi certamente aquilo que de pior os meus olhos já viram. Ver-te dormir e saber que não voltarias a acordar.
Tinhas razão em muitas coisas que disseste sobre as pessoas e sobre mim. Teimosa como sou já devias saber que eu ia acabar por ir ter com ele, mais que não fosse para poder passar por ele na rua e reconhece-lo como pai (que nunca foi). Pensei muito em ti antes de o fazer e no que pensarias se cá estivesses, mas acredito que me ias apoiar. Mais vale cairmos e levantarmos nos conscientes de que se pisarmos aquela corda caímos, do que andarmos sempre a baloiçar nela. Agora, não me arrependendo, sei que apesar de não ter perdido nada, também nada ganhei.
Tinhas razão em muitas coisas que disseste sobre as pessoas e sobre mim. Teimosa como sou já devias saber que eu ia acabar por ir ter com ele, mais que não fosse para poder passar por ele na rua e reconhece-lo como pai (que nunca foi). Pensei muito em ti antes de o fazer e no que pensarias se cá estivesses, mas acredito que me ias apoiar. Mais vale cairmos e levantarmos nos conscientes de que se pisarmos aquela corda caímos, do que andarmos sempre a baloiçar nela. Agora, não me arrependendo, sei que apesar de não ter perdido nada, também nada ganhei.
A mãe continua a dar-me na cabeça e a fazer mais disparates do que eu. No entanto cuidamos uma da outra como tu cuidavas de nós. Aliás, estamos todos crescidos, se visses o Francisco nem ias acreditar. Já temos uma nova geração na família, e são todos muito bonitos. Os meus tios estão todos bem, e em certos momentos continuamos a estar todos juntos. Mais não poderia desejar. Se me estás a ver, e eu acredito que estás sempre comigo, só peço que continues a olhar por nós e que não nos deixes perder as lutas que ai vêm. Ainda cedo para ir ter contigo, mas lá chegaremos todos.
Eternamente tua.
António Carmo, o homem da minha vida.
Eternamente tua.
António Carmo, o homem da minha vida.
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