"Nunca saberei até que ponto ages com o coração ou apenas com a cabeça. Até que ponto te entregas ou apenas jogas. Até que ponto sentes e ages, ou apenas observas. (...)
Sempre disse que as diferenças iriam servir mais para nos unir do que para nos afastar. Mas agora sei que não. Ao contrário de ti, não sou nem nunca serei espectadora da minha própria vida."
21 de fevereiro de 2011
17 de fevereiro de 2011
Quantas vezes mais vamos sentir-nos a mais? A mais na vida de alguém, a mais em algum lugar, a mais no mundo. Quantas mais vezes vão ser precisas para aprendermos e decorarmos que as coisas nunca são como nós queremos, mas sim como têm de ser? Quantas mais noites mal dormidas vão vir? E quantos dias mais vamos acordar e dizer “é só mais um dia, porque o de ontem já chegou ao fim”? Quantas pessoas vão continuar a entrar e sair da nossa vida, como se fossem os donos dela? E por quanto tempo mais nós vamos aguentar não saber a resposta a tantas perguntas como estas?
Não sei porque me sinto cheia de dúvidas, quando estou rodeada de tantas pessoas que, certamente, têm as respostas para mim. Ou talvez seja esse o problema: continuar a depender das respostas de quem está a minha volta. E se calhar, nem todas as pessoas que estão a minha volta, estão comigo.
O pior disto tudo, nem foi ter-te perdido, a ti, e a quem pelo seu próprio pé também decidiu partir. O pior é terem-me levado. Sabes o que isso significa? Imaginas o que é sentires-te completamente vazio? Nem coração, nem alma, nem tempo, nem vontade. Onde é que eu estou agora, quando mais preciso de mim? E porque teimo tanto em ficar ai, a guiar-te de noite e dia, quando sou eu quem precisa de mim?
Acho-me sempre tão capaz de proteger os meus, que me esqueço que preciso mais de mim do que eles. É por isso que se vão embora da minha vida, o bilhete é sempre de ida e volta, como o sentimento. Acham mesmo que isto vai durar muito mais tempo?
As malas estão quase feitas, e se…
Alguém perguntar por mim, diz-lhes que só volto, quando me encontrar.
Não sei porque me sinto cheia de dúvidas, quando estou rodeada de tantas pessoas que, certamente, têm as respostas para mim. Ou talvez seja esse o problema: continuar a depender das respostas de quem está a minha volta. E se calhar, nem todas as pessoas que estão a minha volta, estão comigo.
O pior disto tudo, nem foi ter-te perdido, a ti, e a quem pelo seu próprio pé também decidiu partir. O pior é terem-me levado. Sabes o que isso significa? Imaginas o que é sentires-te completamente vazio? Nem coração, nem alma, nem tempo, nem vontade. Onde é que eu estou agora, quando mais preciso de mim? E porque teimo tanto em ficar ai, a guiar-te de noite e dia, quando sou eu quem precisa de mim?
Acho-me sempre tão capaz de proteger os meus, que me esqueço que preciso mais de mim do que eles. É por isso que se vão embora da minha vida, o bilhete é sempre de ida e volta, como o sentimento. Acham mesmo que isto vai durar muito mais tempo?
As malas estão quase feitas, e se…
Alguém perguntar por mim, diz-lhes que só volto, quando me encontrar.
15 de fevereiro de 2011
11 de fevereiro de 2011
" Eu pinto o mundo com as palavras porque, como todos os sonhadores, gostava que o mundo fosse outro lugar, mais belo e mais fácil, menos sujo e injusto, com menos lixo nas ruas e no coração das pesssoas. Pinto o mundo, não como ele é, mas como gosto de imaginar que pode ser.
Foram as pessoas que olharam para o mundo e sonharam que ele podia ser diferente que o conseguiram mudar. Partiram em caravelas, inventaram a electrecidade, construíram caminhos-de-ferro e aviões, transformaram desertos em jardins, florestas em cidades e foram á lua, mas não conseguiram transformar o homem por dentro, porque só há duas coisas que nunca mudam no coração dos homens: o ódio e o amor. "
Margarida Rebelo Pinto, in Diário da tua ausência.
10 de fevereiro de 2011
Caminhar sem pisar as pedras
" Nunca vemos o amor chegar; só o vemos a ir-se embora.
Estou numa estação de comboios, sentada num banco de pau, completamente só. Perdi o teu comboio e não quero apanhar nenhum outro. Está frio. Um vento seco e cortante faz com que me enconlha como uma bicho de conta.
Já não há sonho, já não há dádiva, os dias voltaram a ser cinzentos e tristes. Agora são todos iguais, sempre iguais. Trabalho, respiro, durmo e como o melhor que posso e sei, e tento esquecer-te. Deixei de falar de ti e de dizer o teu nome, deixei de o desenhar no espelho da casa de banho, quando o vapor inunda todas as superficies. Em vez disso, tenho o coração embaciado de dúvidas e o olhar desfocado pelo absurdo do teu silêncio continuado, o olhar de quem aprende a adaptar-se a uma luz desconhecida, a uma nova realidade.
Respeito o teu silêncio porque ainda me sobra uma ponta de orgulho, porque sempre te disse que uma força imensa me empurrava para ti mas começo a pensar que fui apenas um caso na tua vida. Um caso tórrido e clandestino, de pouca importância, que não significou nada. Será assim?
Espero que não. Sempre senti que a evolução do nosso amor, por mais impossivel que ele fosse, nos colocava acima disso. Pensei que a amizade e o respeito que sempre sentimos um pelo outro conseguiria levar-nos para outro lugar, ou pelo menos de outra forma, e isso entristece-me profundamente. Por mais que me esforce, é impossivel não me sentir decepcionada. E o pior é que se fizeste tudo isto porque achas que desta forma nos conseguiremos libertar um do outro, quando nos voltarmos a ver, tenho a certeza que ambos vamos sentir na pele que o tempo não sabe nada, o tempo não tem razão, porque ele não cura todos os males nem apaga todas as dores; apenas serve para domar os sentimentos mais fracos e fazer crescer os mais fortes. Por isso, e porque sei que não queremos guardar mágoa um ao outro, tento esquecer-te devagar, sem te odiar, porque o ódio também é uma forma desesperada de amar ainda e sempre aqueles que já não podemos ter ao nosso lado.
Não quero nem sei guardar rancor, nem remorso, nem raiva ou censura. Apenas uma dor que ficou no peito, que dói e que dura. O amor, que existe antes e depois de tudo, é uma forma poderosa e triste, porque fecha o coração a todos os outros prazeres que ele não pode dar.
A pouco e pouco, com enorme esforço e nenhuma vontade, tento não pensar mais em ti, refugiando-me na ideia de que é sempre muito mais interessante o que escrevemos sobre os homens que amamos do que aquilo que eles são na realidade.
Deixei de imaginar como te podia receber e mimar sempre que voltasses a casa, de me lembrar de lugares mágicos e escondidos, de restaurantes acolhedores e de miradouros românticos, deixei de sonhar com a tua presença na minha vida; o teu corpo sobre o meu, a tua mão a fechar a minha, os teus braços á minha volta, o teu olhar líquido e triste a nadar dentro do meu.
Tudo o que desejo agora é que me saias da pele como as folhas que caem no Outono, e com esse tapete sob os meus pés conseguir caminhar sem pisar as pedras."
Margarida Rebelo Pinto, in Diário da tua Ausência.
5 de fevereiro de 2011
Hoje, nada a perder.
"Todos procuramos um grande amor, não interessa se temos 16, 36 ou 63 anos, não interessa se nascemos ricos ou pobres, inteligentes ou burros. A necessidade de realização pessoal através do amor é uma das maiores verdades universais. Mas a vida vence quase sempre o amor, por isso são muito poucas as pessoas que se podem alegrar com a consumação plena desse sonho.
Não sou dona do tempo nem de nenhuma verdade, a não ser aquilo que sinto. Mas o que sinto está cá dentro, só eu vejo, e mesmo que te explique com todas as palavras do mundo, nunca saberei se me expliquei bem e, caso o tenha feito, se entenderás o que te digo exactamente da forma como te quis dizer, por isso é que as vezes fico calada e espero que o tempo resolva os enigmas mais complexos – ou mais simples – da existência. (....)
Mas são as palavras que ficam por dizer que mais nos pesam, prisioneiras no nosso descontentamento, aos gritos dentro da nossa cabeça. Preciso de as libertar, preciso de lavar a alma e limpar o coração, mesmo que isso signifique pôr uma pedra em cima daquilo que mais amo e desejo. Porque já não tenho nada a perder!"
Margarida Rebelo Pinto in Diário da tua ausência
4 de fevereiro de 2011
R.I.P
"A espera é quase nada e quase tudo, é a tua imagem no ar, a tua luz no escuro, um fio firme e esticado que me vai guiando pela vida. A espera é só o tempo de deixar crescer aquilo que há de ser. E é sempre pouco, quando se tem tanto para dar e receber."
Desde 4 de Fevereiro de 2009 que aprendi a esperar eternamente, porque eu sei, que em qualquer outro canto do mundo, te vou encontrar um dia.
Continua a descansar em paz, vive com o meu amor, e adormece a amar-me.
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