17 de fevereiro de 2011

Quantas vezes mais vamos sentir-nos a mais? A mais na vida de alguém, a mais em algum lugar, a mais no mundo. Quantas mais vezes vão ser precisas para aprendermos e decorarmos que as coisas nunca são como nós queremos, mas sim como têm de ser? Quantas mais noites mal dormidas vão vir? E quantos dias mais vamos acordar e dizer “é só mais um dia, porque o de ontem já chegou ao fim”? Quantas pessoas vão continuar a entrar e sair da nossa vida, como se fossem os donos dela? E por quanto tempo mais nós vamos aguentar não saber a resposta a tantas perguntas como estas?
Não sei porque me sinto cheia de dúvidas, quando estou rodeada de tantas pessoas que, certamente, têm as respostas para mim. Ou talvez seja esse o problema: continuar a depender das respostas de quem está a minha volta. E se calhar, nem todas as pessoas que estão a minha volta, estão comigo.
O pior disto tudo, nem foi ter-te perdido, a ti, e a quem pelo seu próprio pé também decidiu partir. O pior é terem-me levado. Sabes o que isso significa? Imaginas o que é sentires-te completamente vazio? Nem coração, nem alma, nem tempo, nem vontade. Onde é que eu estou agora, quando mais preciso de mim? E porque teimo tanto em ficar ai, a guiar-te de noite e dia, quando sou eu quem precisa de mim?
Acho-me sempre tão capaz de proteger os meus, que me esqueço que preciso mais de mim do que eles. É por isso que se vão embora da minha vida, o bilhete é sempre de ida e volta, como o sentimento. Acham mesmo que isto vai durar muito mais tempo?
As malas estão quase feitas, e se
Alguém perguntar por mim, diz-lhes que só volto, quando me encontrar.

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