20 de abril de 2011




"O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino.
 O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. (...)
O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra."

Miguel Esteves Cardoso

15 de abril de 2011

"Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade. Há amores maiores, amores melhores, amores mais bem pensados e apaixonadamente vividos. Há amores mais duradouros. Quase todos. Mas não há amor como o primeiro. É o único que estraga o coração e que o deixa estragado. (...)
Há amores melhores, mas são amores cansados, amores que já levaram na cabeça, amores que sabem dizer «Alto-e-pára-o-baile», amores que já dão o desconto, amores que já têm medo de se magoarem, amores democráticos, que se discutem e debatem."

Miguel Esteves Cardoso

7 de abril de 2011



Esperei por ti todas as horas, fráfil sombra olhando o cais.
Mas mais triste que as demoras, é saber que não vens mais

6 de abril de 2011

Um fado

Não te via há quase um mês
Chegaste e mais uma vez
Vinhas bem acompanhado;
Sentaste-te à minha mesa
Como quem tem a certeza
Que somos caso arrumado
Ela não me queria ouvir
Mas tu pediste a sorrir: O nosso fado preferido
Fiz-te a vontade, cantei
E quando à mesa voltei, ela já tinha saído
Não é a primeira vez
Que começamos a três, eu vou cantar e depois
O nosso fado que eu canto
É sempre remédio santo, acabamos só nós dois
Eu sei que tu vais voltar
P'ra de novo eu te livrar, de um caso sem solução
Vou cantar o nosso fado
Fica o teu caso arrumado, o nosso caso é que não

Ana Moura - Caso Arrumado

3 de abril de 2011


Não é o que quero, porém é o que deveria fazer.
Abrir a janela, e deixar o teu perfume sair. Sossegar a carne. Abrir a porta, e despedir-me da tempestade. Arrumar a cabeça e coração. Deixar o chão parar de tremer. Fechar os olhos e adormecer. Parar de chorar sob leite derramado. Não pensar, não imaginar, não sonhar. Apenas dormir. Sem luz e sem som. Sem companhia também.

Se o destino não nos quis juntos, é porque algo melhor me espera. E isso é a certeza que preciso ter, para quando acordar: continuar.

1 de abril de 2011

Um dia, é de vez.


É fundamental bater com a porta, e com quanto mais força, melhor, principalmente se já levámos com ela na cara.


eu Vs tu


"Precisas tão desesperadamente  de silêncio como eu de palavras. Por estes e por outros motivos, vou-me apercebendo cada vez mais de que somos - ou estamos - diferentes."