A primeira dor que senti, era uma miúda. Achei que o meu mundo tinha acabado, e nada valia mais a pena. Talvez a falta de experiencia, me tenha levado a tal decadência, de que todos fogem, e em que todos, mais tarde ou mais cedo, caiem. Agora, já sei algumas coisas.
Eu já sei como é, está a doer muito, e o vazio parece afundar o meu corpo para dentro de um buraco. Já sei que hoje vou dormir mal, e amanha vai custar-me acordar. Já sei que as pessoas vão todas fazer perguntas, e vão todas querer ajudar. Já sei que vou chorar cada vez que isso acontecer. Já sei que não vou conseguir olhar para as nossas fotos, nem vou conseguir levantar a cara quando nos voltarmos a ver. Já sei que depois disto, quando (e se) me mandares mensagens, o meu coração vai pôr o meu corpo todo a tremer como se tivessem a minha volta 0º grau, eu vou ter medo de ler o que tens para me dizer, e vou medir muito mais o que tenho para te responder.
Mas eu não sei tudo, e daqui para a frente então, não sei quase nada. Amanhã talvez não sinta, mas depois, e depois, vou sentir falta da tua mensagem as 11h, e da tua companhia as 14h30 e como vai ser? Quando receber os meus testes, com quem vou eu partilhar a minha felicidade? E como vou eu estudar sem a tua companhia, ou pelo menos, sem o entusiasmo que me transmitias? E quando eu tiver um problema em casa, quem me vai ouvir a disparar para todos os lados? E á noite, quem me vai aquecer? Quem vai amar-me?
Porque é que eu estou a sentir novamente medo?
Esse é o defeito do amor, nunca nos ensina tudo o que é preciso, para manter, ou para aceitar perder.