O sexo é tantas vezes a melhor maneira de fazer as pazes, e tu sabes tão bem disso.
31 de março de 2011
30 de março de 2011
23 de março de 2011
Quem nao dava a vida por amor?
O essencial é amar os outros. Pelo amor a uma só pessoa pode amar-se toda a humanidade. Vive-se bem sem trabalhar, sem dormir, sem comer. Passa-se bem sem amigos, sem transportes, sem cafés. É horrível, mas uma pessoa vai andando. Apresentam-se e arranjam-se sempre alternativas. É fácil. Mas sem amor e sem amar, o homem deixa-se desproteger e a vida acaba por matar.
Philip Larkin era um poeta pessimista. Disse que a única coisa que ia sobreviver a nós era o amor. O amor. Vive-se sem paixão, sem correspondência, sem resposta. Passa-se sem uma amante, sem uma casa, sem uma cama. É verdade, sim senhores. Sem um amor não vive ninguém. Pode ser um amor sem razão, sem morada, sem nome sequer. Mas tem de ser um amor. Não tem de ser lindo, impossível, inaugural. Apenas tem de ser verdadeiro. O amor é um abandono porque abdicamos, de quem vamos atrás. Saímos com ele. Atiramo-nos. Retraímo-nos. Mas não há nada a fazer: deixamo-lo ir. Mais tarde ou mais cedo, passamos para lá do dia a dia, para longe de onde estávamos. Para consolar, mandar vir, tentar perceber, voltar atrás. O amor é que fica quando o coração está cansado. Quando o pensamento está exausto e os sentidos se deixam adormecer, o amor acorda para se apanhar. O amor é uma coisa que vai contra nós. É uma armadilha. No meio do sono, acorda. No meio do trabalho, lembra-se de se espreguiçar. O amor é uma das nossas almas. É a nossa ligação aos outros. Não se pode exterminar. Quem não dava a vida por um amor?Quem não tem um amor inseguro e incerto, lindo de morrer: de quem queira, até ao fim da vida, cuidar e fugir, fugir e cuidar?
Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'
21 de março de 2011
"O tempo passa é verdade, mas é mentira que o tempo cure tudo. Quanto tempo precisa o tempo para curar? Será que quando o tempo tiver tempo de curar a minha dor, eu terei ainda tempo de viver sem ela? (...)
Um dia quando partir, não haverá dor nem tristesa, lágrimas ou saudade, nem céu ou inferno, santos ou demónios, bem ou mal. Não haverá medo só certeza. A certeza que o meu caminho só termina em ti."
(In Amor e Perda, por Bruno Fehr)
15 de março de 2011
Eu gosto de mim, e tu?
Aquilo que eles nos fazem, nem sempre é aquilo que nós queremos, nem aquilo que merecemos. A verdade é que nunca escolhemos de quem gostamos, e apesar de termos a hipótese escolhermos quem queremos a nosso lado, também nunca escolhemos quem devemos. E mais se diz, nem sempre gostar, ter o direito, e dever, é a mesma coisa. Temos tanto direito de amar alguém, como escolher quem amamos para viver connosco a nossa vida, lado a lado, frente a frente. Mas temos um dever, apenas um, que como quase nunca é visto e pensado, nunca é também aplicado. Dever de manter os pés assentes no mesmo sítio que a pessoa que amamos, dever de não voar mais que essa pessoa. Dever de amar e ser amado, mas nunca de amar e querer mais de quem amamos. Porque nem sempre quem amamos nos ama a nós, e é esse o nosso dever: saber distinguir quem nos ama.
Infelizmente, e já por várias vezes, eu, vocês, e outros, passamos por situações destas. Amamos até mais não, damos-lhes a conhecer, a nossa vida, os nossos amigos, a nossa família, os nossos irmãos pequeninos e os nossos avos velhinhos, a nossa casa, o nosso quarto, a nossa cama e maior que tudo isso, o nosso coração. No final de todas as histórias, ouvimo-nos uns aos outros, e perguntamos para quê, para quê se tudo foi em vão. E depois a nossa família pergunta-nos porquê, e os nossos irmãos perguntam onde eles estão, e os nossos avós, dizem que os adoravam, e a nossa cama ainda cheira a eles, na nossa casa o lugar na mesa fica vazio, e o nosso coração, esse, fica com eles.
E até os esquecermos definitivamente, achamos mil e uma vezes, que já recuperamos as nossas vidas, e mil e duas vezes nos apercebemos que afinal vamos cair no chão outra vez (na maioria das vezes porque eles ou já nos esqueceram, ou arranjaram outras pessoas com quem partilhar o que partilhavam connosco, ou pior, nos voltaram a tratar como se nunca tivéssemos entrado na vida deles).
Mas quando acontecem as mil e três vezes, já não dói tanto, já não faz nenhuma lágrima, já não provoca nem raiva, nem rancor, nem ódio. E é ai que realmente eles passam a não ser mais que uma história com princípio, meio e fim. O fim, que está presente desde o primeiro dia em que acordamos sem eles, sem que tenhamos dado por isso.
Talvez por isso valha a pena gostarmos tanto de nós antes de gostarmos de alguém. Isso ajudar-nos-á sempre que alguém se levantar ligeiramente pela manha, fechar a porta sem dizer adeus, e nunca mais voltar. Mesmo sem sequer nos lembrarmos, é isso que faz de nós quem somos. Nunca seriamos capazes de lhes fechar a porta, não sem os avisar. E na última pagina é isso que fica escrito: fizemos tudo o que podíamos, demos tudo o que tínhamos, a consciência está limpa.
Mas quando eles quiserem voltar, porque sentem saudades, ou porque precisam de nós, não vai haver uma última folha, vai haver a primeira, e a única. Aquela que apenas diz: Acabou.
E este, dedico a todos os que sentem o amor como eu o sinto. Sejam mulheres ou homens, Crianças ou avós.
7 de março de 2011
!
Chorar não resolve. Falar pouco é uma virtude. Aprender a colocar-se em primeiro lugar não é egoísmo. Para qualquer escolha, há uma consequência. Vontades temporárias não valem a pena. Quem faz uma vez não faz duas necessariamente, mas quem faz dez, com certeza faz onze. Quem te merece não te faz chorar e quem gosta cuida. O que está no passado tem motivos para não fazer parte do presente. Não é preciso perder para aprender a dar valor. E os amigos ainda se contam pelos dedos. Aos poucos percebemos o que vale a pena, o que se deve guardar para o resto da vida, e o que nunca deveria ter entrado nela. Não há como esconder a verdade. Não há como enterrar o passado. O tempo vai ser sempre o melhor remédio. E os resultados nunca são imediatos.
Charlie Chaplin
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