6 de dezembro de 2010

Primeiro estranha-se, depois entranha-se.

Esta é a verdade. E eu ontem entendi isso. Desde de á um ano, que festejamos o dia cinco, e ontem não o fizemos, ou pelo menos não o fizemos um com o outro.
Ontem, alem da saudade que me obrigaste a sentir, percebi que o lugar vazio na mesa, não mais se ia preencher. O tempo parou, e á minha volta eu só conseguia ouvir gargalhadas, e conversas paralelas. Ao meu lado, estava o teu lugar, sem ti. Podias perfeitamente estar ali, educado como sempre, a dizeres ao meu ouvido que me amas, e a regalares os olhos cada vez que eu olhasse para ti. Porque eu estava sempre a queixar-me que me deixavas sem jeito, mas adorava, sentia-me muito mais eu.
Até que o tempo volta andar e alguém me pergunta por ti – foi derradeiro.
Porque tu não estavas lá, e tão depressa não ias estar.
É muito difícil perder uma rotina. E hoje novamente, entendi isso. O teste mais importante, desde período, correu-me extremamente mal, e sabes porque? Quando eu estava a querer responder ao que é a integração economia, eras tu que estavas na minha cabeça. Tu e a tua ida (sem volta, ainda). Porque eu até estudei, e até sabia a matéria.
Também é muito difícil tornar-me amiga da solidão. E esta semana novamente, entendi isso. Porque eu estou rodeada de pessoas, mas é a solidão quem tem o tempo real para mim; é ela que me acorda, e é com ela que me deito.
Lidar com a saudade, talvez não se estranhe nem se entranhe, mas é igualmente difícil. Porque quando fecho os olhos só vejo a tua boca, e quando chego a casa só sinto o teu cheiro. Quando alguém me toca, seja na cara, ou seja no corpo, eu só desejo que fosses tu a faze-lo. Os abraços que me dão têm sido essenciais, mas os teus são vitais.
Aos poucos o que me era estranho á uma semana atrás, está a entranhar-se no meu corpo, como uma faca afiada, que eu não consigo tirar; ainda assim, tenho consciência, que enquanto tive força, fiz as tentativas possíveis de reaproximação. Agora nem força nem vontade, porque o sentimento não é mútuo, ou pelo menos tu consegues disfarçar melhor do que eu.
Ainda há alguém a minha volta que me diz todos os dias para eu não baixar os braços, mas a faca afiada mais tarde ou mais cedo vai corta-los também.
Parece que, acaba aqui o que não tinha fim.

1 comentário:

  1. Não há faca afiada que te impeça de continuar sem baixar os braços, não enquanto eu puder e tiver forças em mim para o evitar, não enquanto mesmo longe, faço tudo para que me sintas a teu lado, não enquanto a amizade que nos une prevalecer!

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