4 de dezembro de 2010

Se pensas que não faz diferença, estás engandado.

"Queria te oferecer um cravo mas só trago uma rosa. Os meus dias têm sido contados de forma lenta e dolorosa, as ideias estão baralhadas de uma forma requintada. Tenho saudades de suaves toques numa noite divorciada.

Sinto que a minha própria liberdade é uma prisão, porque quando olho e tu não estás o dia parece em vão. Se pensas que não me faz diferença, estás enganado; cada linha nesta letra, sem ti não vale nada. Porque mais que inspiração e ternura, és alma que me acalma, e és a estrela que brilha na noite escura.
Como te conheço a ti, não conheço ninguém. Tornaste-te numa miragem e já consigo acreditar que a tua presença me deixa com o olhar a brilhar. Todo o calor recebido mais parece um vento frio, só de pensar no teu olhar o que sinto é um arrepio.
Eu nunca disse adeus, mas já te vi partir, já te vi chorar, mas quero ver-te a sorrir.
É imenso o tempo que passou por mim, é intenso aquilo que contigo vivi. As cortinas são as grades e o meu quarto a prisão, o branco do tecto é prenuncia de solidão.
Eu não acredito em deus, mas acredito em ti, porque quando eu precisei não foi a ele q o ouvi. Foi sempre a tua voz que estava lá para mim, foste e és o motivo que me faz escrever assim.
Hoje tudo é diferente: sente. Mas nada mudou. Tu estás , eu estou , mas o sentimento ficou. A ânsia de uma mensagem ou um toque de madrugada: Tenho a agenda preenchida de encontros com a almofada.
Sinto um aperto no peito pela falta de coragem q me invade. E ao contrário do que parece, isto não é uma despedida, é só mais uma página do livro da minha vida. "

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