Ainda que continues tão longe, ainda que já não me queiras, ainda que faças de conta ou estejas mesmo feliz, ainda que não te despessas, eu amo-te, e continuarei fiel a este amor o tempo que for preciso, o tempo que a minha cabeça e o meu coração quiserem. Eu não quero mais ninguém, mesmo que toda gente se tente aproximar.
Não quero outro olhar, outra boca, outro sabor, outro cheiro e outro toque... só te quero a ti. E apesar de já não sentir que também me queres a mim, sei que o que sinto, não muda, quer eu queira, quer não. Eu também ainda nem tentei... mas só porque (ainda) é suficientemente doloroso ter que te deixar ir, ter que te deixar não querer, ter que te ver feliz (sem mim).
Podes continuar convencido de que isto me passa, e se calhar para ti tem sido facil passar, mas eu acredito que quando é a sério nada se vai para sempre, e é a mim mesma que estou a provar isso: o meu amor por ti é demasiado real. Quando falas junto a mim, com o teu olhar fixo no meu, a minha boca só quer a tua, e eu nem oiço o que me estás a dizer. Quando falas longe de mim, com o teu olhar a ignorar completamente o meu, o meu corpo tenta a todo o custo concentrar-se em alguma coisa para tentar não te ouvir.
Eu quero estar ao pé de ti, mas não te quero assim. Eu consigo sair á rua com vontade de te esquecer, e sentar-me num lugar com indiferença por não te ver, mas eu sei que não é isso que eu quero.
O que eu quero mesmo, nem eu sei. Porque o que eu quero já não tenho, e talvez fosse melhor começar a querer outras coisas... mas isso é o que eu não quero.
Como o amor nos leva do céu ao inferno num ápice, não é?
ResponderEliminaramo-te