Podia ficar á espera de dia 12 de Dezembro, mas acho que nao valha a pena, o que tenho dito ao longo desta história (que ainda tem duas personagens) não chega pra chegar até lá, portanto, chegou o momento de escrever o fim da história.
Já haviamos ter chegado ao ponto final, já não sei a tua vida, tu já nao sabes a minha, e nem sequer falamos. Mas ELE sempre me ensinou que na vida as histórias só terminam quando a cortina se fecha, e penso que, até hoje, nem tu a fechaste nem eu a devia ter fechado. Hoje subo ao palco para te contar um segredo.. algo que tenho feito todos os dias, sem que ninguem tenha raparado. Se me permetis, a fala agora pertence-me. Todos os dias, na vida real, na rotina, no pensamento, ou nos sonhos, eu venho aqui (interpreta este 'espaço' como bem entenderes), nao venho pra pensar em nós, nem pra te sentir, venho para ver se já aqui chegaste. Espero-te todos os dias, não para te ter, mas sim pra te ver chegar, e poder partir.
Agora queres falar, queres que te passe a palavra, queres dizer que estou aqui porque quero q partas comigo, conheço-te (ainda) tão bem! Mas desta vez nao vou deixar-te falar, e vou continuar. Não quero partir contigo, quero partir a saber que sou melhor, que evolui, e que a luta é minha, e é merecida. Obviamente, levo tudo o que é nosso, mas a ti, não. Tu ficas, podes até fingir que não estás aqui, e que a tua vida ainda está de pé, não me interessa. Eu que tambem já aqui estive, sei que o chão tem espaço suficiente para o orgulho, para as lagrimas, para as noites mal durmidas, e para se conseguir recuperar, e subir. E quanto a espaço, meu amor, é o que não te falta. Isto porque, quando olhares bem á tua volta, são poucos ou nenhuns os que cá vêm contigo, ou os que aqui ficam enquanto tu nao te conseguires levantar. Queres falar? Queres que te dê voz, para poderes defende-LOS com o maior orgulho? Lamento, mas ainda nao terminei. Como eu dizia á pouco, acredites ou não, tenho passado sempre por aqui, sempre areditando que chegarias. Talvez o teu orgulho te esteja a cegar de tal forma, que ainda nao consigas admitir q já aqui chegaste, mas não faz mal, este é o meu pensamento, e é o meu olhar sobre ti! E o que tu vez hoje, podes já nao ver amanhã. Eu acredito que a vida não é apenas cruel para quem gosta de a viver.
Mantem-te em silência, a historia está a acabar, e eu mereço as ultimas palavras.
Um dia disse-te, o que o meu avô me disse um dia; 'tudo o que a vida te levar hoje, amanha tra-lo. pode não ser melhor, nem pior, mas será unico, tão unico, que será sempre o suficiente', e num outro dia tu esqueceste-te dessas mesmas palavras, e preferiste o mais facil, o que achaste ser suficiente, quando na realidade, é apenas um pouco que tu dás todos os dias, para que possas sempre mostrar-me que estás vivo, e á partida, muito melhor do que eu.
HOJE, eu sou bem melhor do que tu! Estive aqui, repleta do nada, e consegui acumular um tudo, que me fez subir, e ainda consegui montar umas escadinhas para te vir esperar todos os dias. Consegui o prestigio e a força que tanto pensei ter perdido, e ao contrário de ti, não misturei mais o que aconteceu, com o que acontece, ou com o que pode vir a acontecer. Não te lixo, pra te culpar por erros, que AMBOS nao soubemos impedir. Mas isso, fica para um depois. Eu queria uma história com um final feliz, e queria fechar as cortinas, apenas daqui a uns dias, mas tu já chegaste, e eu não quero voltar aqui, não quero encontrar-te, e ainda tenho muito para caminhar.
Estou a dirigir-me na tua direção, mas não te deixo falar, a ultima palavra continua a ser minha. Estou a pegar nas cortinas, e a despedir-me. Espero que consigas o mesmo que eu consegui; agora se me conhecesses, saberias o que foi que eu consegui, como isso já nao é assim, ficas limitado a ser tu, e a simplesmente, conseguir ver-me em ti, e no tempo que ja passou.
Como tu dirias: sem os momentos tristes, os felizes não fariam sentido.
... e a cortina fechou, a história acabou, e a minha vida não parou.
Autora Patricia Carmo
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