20 de julho de 2010

Vencemos (mas por pouco tempo)

Após algumas quedas, e várias fraquesas, e/ou desistências, nós, eu, tu, e a nossa mãe, ultrapassamos isto, que nos bateu á porta á cerca de 6 meses, e que por razões obvias, quase nos matou.  Interessante seria se todas as pessoas do mundo dessem 1 minuto da sua vida para olhar. Olha o sofrimento, olhar a destruição, olhar o fim que a humanidade está a sentir chegar.
Obrigatoriamente, fomos obrigadas a dar mais de um minuto, mais de 24h, 6 meses. é estupido, mas basta primir um gatilho para acabar com uma vida, sem sofrimentos ou anciedades, sem noites mal durmidos, sem destinos mal traçados, sem lutas, sem desistencias, e sem lagrimas, sem dor. a pistola foi feita pelo homem. agora parem esse tal minuto; com a mesma facilidade, vamos ao medico rever o nosso corpo, e somos pré-avisados de que sofremos de uma doença, que dado ao seu nivel de gravidade e/ou velocidade, pode matar-nos, hoje, amanha, de repente, ou a pouco e pouco. e o ja viram onde está a diferença? eu precisei de 6 meses para perceber que:
O homem constroi a destruição.
A doença constroi o homem.
Isto pode até parecer ilogico, mas a doença fez-nos crescer, fortificou, a nivel psicologico, e principalmente a nivel de inter-relações (que andavam a falhar).
Provavelmente, se o final tivesse sido outro, ambas (eu e tu, minha irmã) levavamos desta historia, uma exemplo de vida. é mesmo isso que a nossa mãe é.
És isto e muito mais, porque, apesar da tua dor ser a minha, só tu te sentis-te a perder, só tu podes descrever o que sentis-te, só tu o sabes. és a mulher que eu quero e vou ser um dia, não por seres a minha mae, mas sim por seres uma mulher que acaba de vencer mais uma luta, sem olhar pra traz, e SEMPRE, sempre sem desistir.
AMO-TE MÃE e AMO-TE IRMÃ

Escrito em: 23/02/2009
Por: Patrícia Carmo

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