Já não mereces nenhuma palavra, nem nenhum gesto bom da minha parte, mas eu continuo a ter-te guardado em mim. Ainda que me faça de forte, e faça de conta q estás guardado no lado frio do meu coração porque é lá que mereces estar.
Ontem consegui, dizer ao culpado da nossa ultima zanga, que tu e ele me destruiram muitas coisas. Coisas essas sem as quais eu achei que já nao me era. Também lhe disse que foram voces que me tornaram fria, mas que ainda assim, ainda bem que aconteceu, porque nem um nem outro me faz mais mal.
Eu percebi finalmente que tu não vales a pena, aliás eu nunca devia ter-te procurado. Tu não vales nenhum esforço, e estás a provar-me isso todos os dias. Porque tu simplesmente nem sequer sabes se estou viva. Foram tudo mentiras, se calhar nem tu existes mesmo. Para além de seres um mentiroso, vives envolvido numa felicidade que achas que ninguém é capaz de destruir, muito menos eu, que apesar de ser quem sou, não conto em nada pra tua felicidade. Acho que se a minha vida acaba-se amanha, tu eras o ultimo a querer saber. Quando na realidade devias ser o primeiro.
Mas tu, com essa tua postura, crias-te um bicho em mim que nem sequer quer saber dessa tua indiferença. Um bicho que te odeia, e que não te quer bem nenhum. Um bicho que não quer sequer ver-te uma ultima vez. Tu não prestas, e um dia a vida vai encarregar-se de te retribuir tudo aquilo que tu não me soubeste dar. Porque a justiça tarda mas não falha, e pessoas como tu nunca acabam bem, e na maioria das vezes acabam sozinhas. É sozinho que tu mereces estar.
Não me arrependo de ter tido a oportunidade de te dizer tudo o que esperei pra te dizer durante 17 anos, e aliás, eu disse-te isso; valesse ou nao a pena, eu não me ia arrepender. Estava nas tuas mãos valer a pena, e tu simplesmente achaste que já me tinhas, como se tem um troféu; que nos faz feliz quando o recebemos, mas que quando chegamos a casa deixamos na prateleira a apanhar a pó, e o unico uso q lhe damos, é mostra-lo ás pessoas, mas só pra dizer que o temos. Estavas mesmo enganado. Tu é que viraste o meu troféu, e nem direito a estares no prateleira tu tens. Estás num caixão, morto e enterrado. Agora só o teu nome pertence ao meu documento de identificação, e mesmo isso, se pudesse, eu apagava. Porque quando eu achei que não era capaz, esqueci-te.
Por isso, façam o que fizerem, tentem as vezes que tentarem, usem aquilo que usarem, já nada do que voces possam tentar fazer-me me vai ferir. Eu sei que valho muito mais que tu, e que tu so serviste mesmo pra me por neste mundo.
só é pena que depois de tanto tempo à espera, tenha acabado assim... amo-te
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