Continuas a fazer-me falta. Nada tem o mesmo sabor sem ti. O frio que existe entre nós não consegue mudar nada do que eu estou a sentir.
Aos poucos as coisas pequenas e mais insignificantes, já não me vão lembrando de ti, mas as grandes perduram 24h por dia. E o que mudou por fora, ainda não mudou por dentro.
Mas o “ainda” magoa-me tanto. Significa que depois do ainda eu vou ter mesmo que te tirar da minha vida, isso significa o fim, e eu não quero o fim de nada.
Pediste-me para sermos amigos, mas nunca te vi seres tão frio com amiga nenhuma. Eu também devia ser assim, tocar-te com um sentimento de obrigação, e negar-me olhar para ti. Devia fazer de conta que tu não estás, e ir embora sem te dizer que vou. Partilhar a minha vida com outras pessoas, e rir até mais não, mesmo que essa não seja a minha vontade. Mas foi por isso que acabaste, os teus ideais não são os meus. “Não desistas”, talvez quando todas as vozes a minha volta se calarem eu entenda que foi uma ida sem volta. Apesar de já ter desistido, ainda respiro as memórias boas e más, ainda vivo, mas só para te poder ver, ainda sonho contigo, ainda não passo um dia sem dizer o teu nome, sem pensar em ti; e até posso passar um dia espectacular, que quando me deito, tu deitaste a meu lado, e eu fico, até adormecer, a olhar para nós.
Eu só desisti de mim, estou a deixar-te viver a tua vida porque é assim que tem que ser.
Talvez um dia me perguntes porque contínuo aqui… é aqui que eu pertenço, foi aqui que eu me senti melhor e mais feliz, é aqui que eu sobrevivo, e se eu não ficasse, não te tinha de maneira nenhuma. Assim, posso ir olhando para a tua vida (sem mim), posso ver-te sorrir (ainda que não seja por minha causa), posso ver-te crescer, posso ver-te vencer. E mesmo que não te possa ter, tu tens-me.
Às vezes é difícil acreditar que tudo acabou, que temos de largar quem tanto queremos, quem tanto amamos, porque afinal, tudo acaba, e o amor não é excepção. amo-te
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